sexta-feira, 20 de julho de 2012

Refúgio no Deserto


Paz do Senhor queridos irmãos,

Todos nós passamos por sofrimentos, tribulações, angustias e às vezes parece que estamos literalmente no deserto.



Mas quero compartilhar algo que mudará sua concepção sobre este lugar chamado deserto.
Precisamos compreender que o Senhor tem uma razão para nos levar ao deserto, sim, existe um motivo para isso.
Contudo ao contrario do que pensamos deserto não é sinônimo de sofrimento e solidão.
Parece estranho essa ideia, pois estamos acostumados a relacionar o deserto à sequidão e morte, mas isso não é verdade.

Vamos analisar quando Davi foi levado a uma caverna no deserto para se esconder de Saul que queria mata-lo a todo custo.
Qual era a maior necessidade de Davi naquele momento de perseguição?
Segurança!

“Subiu Davi daquele lugar e ficou nos lugares seguros de En-Gedi. Tendo Saul voltado de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi.” 1 Samuel 23:29 e 24:01

Deus precisava esconder Davi em um lugar onde Saul e seus homens não pudessem encontra-lo.
É nesse contexto que precisamos abrir nossas mentes:
O deserto é um lugar extremamente seguro. Suas muitas dunas de areias que se movem constantemente com o vento fazem as paisagens mudarem constantemente, impossibilitando detectar alguém escondido. Neste lugar existem varias cavernas escondidas e suas curvas são como labirintos naturais.
Então realmente deserto é um lugar que representa abrigo, refugio para quem busca esconderijo.
Contudo Deus não levaria Davi a um lugar onde ele morre-se de fome, insolação e desidratação, não é mesmo?




Hoje iremos quebrar alguns paradigmas a cerca do que entendemos por deserto.

No deserto de Israel existe fontes de águas límpidas. Isso mesmo, dentro das cavernas escondidas em meio à vastidão de areia e pedras, existem fontes de águas límpidas onde Davi poderia matar sua sede.

Um querido pastor que foi alguns meses atrás no deserto de Israel, compartilhou comigo essas informações e outro detalhe importante que ele me disse foi que lá o silencio é sepulcral.
É possível ouvir qualquer barulho a quilômetros de distancia.

Assim o deserto se torna um lugar perfeito para que Davi pudesse ouvir seus inimigos chegando e foi exatamente o que aconteceu, quando Saul adentrou na caverna, Davi já sabia de sua chegada.
Entretanto o sentido do silencio é mais profundo.
Na antiguidade os servos de Deus eram direcionados ao deserto para poder ouvir a voz do Senhor em meio ao silencio.
O que aprendemos nesse contexto é que no deserto podemos ouvir a voz de Deus.
Basta fecharmos nossas bocas e atentarmos os ouvidos para podermos ouvir a voz do Senhor em meio ao silencio.

Muitas vezes dizemos que Deus está calado, que Ele não responde nossas orações. Mas nessas circunstancias paramos para ouvir ao Senhor?
Ou ficamos murmurando e reclamando?
Só ouviremos a voz de Deus quando o barulho de nossas vozes cessarem.

Voltando para a necessidade de Davi naquele momento de tribulação, podemos observar a segurança da caverna em 1 Samuel 24:3  onde Saul ao procurar Davi acaba entrando na mesma caverna para descansar:
“Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia uma caverna; entrou nela Saul, a aliviar o ventre. Ora, Davi e os seus homens estavam assentados no mais interior da mesma”.
Ou seja, Saul entrou na caverna que Davi se escondera e mesmo assim não o encontrou. Era realmente um verdadeiro labirinto.

Ao ler a continuação da história, você verá que Deus coloca Saul nas mãos de Davi. E Davi guiado pelo Espírito do Senhor decide não matar ao rei, mas somente cortar a orla de seu manto.
Depois quando Saul se retira da caverna, Davi sai ao seu encontro para mostrar-lhe que Deus o havia colocado em suas mãos.

Foi no deserto que Deus possibilitou a vitória de Davi sobre o rei Saul.

Deus muitas vezes nos leva para o deserto para nos privar de sermos esmagados pelos nossos inimigos. O que não podemos fazer é achar que Ele nos abandonou em meio ao nada, pois o Senhor nunca irá nos desamparar, mas sempre suprirá nossas necessidades em meio às perseguições, para que através das provas sejamos aprovados por Ele.

Quando Davi estava escondido na caverna, fraco e angustiado ele clamou a Deus por socorro, Salmos 142:
Ao Senhor ergo a minha voz e clamo, com a minha voz suplico ao Senhor.
Derramo perante Ele a minha queixa, à sua presença exponho a minha tribulação.
Quando dentro de mim me esmorece o espírito, conheces a minha vereda. No caminho em que ando, me ocultam armadilha.
Olha à minha direita e vê, pois não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse.
A ti clamo, Senhor, e digo: tu és o meu refugio, o meu quinhão na terra dos viventes.
Atende o meu clamor, pois me vejo muito fraco. Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu.
Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem.

A tribulação e o perigo muitas vezes se faz necessária para sairmos da zona de conforto e clamarmos a Deus.
Quando Davi diz que derrama perante o Senhor a sua queixa, ele está expondo sua profunda angustia.
E você? Tem clamado ao Senhor expondo para Ele sua angustia?

O Senhor conhece as suas veredas. Ele sabe o caminho que você está traçando e quer direcionar seus passos pelo caminho correto para que você não tropece em meio às armadilhas.

Feliz é aquele, que como Davi, não se sente dependente dos homens, pois assim aprende a depender de Deus e submeter-se cadê vez mais à Sua vontade.

“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2 Coríntios 12:9 e 10.


No deserto,
Jessé Ricci

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